sexta-feira, 8 de agosto de 2014

PROJETO DE POESIAS NA ESCOLA


Escola Estadual Presidente Tancredo de Almeida Neves








“Poesia quando nasce”

 PROFESSOR: MARCELO PIRES







CÓRREGO NOVO /2014


1- JUSTIFICATIVA

         Em meio às grandes dificuldades em leitura, produção e interpretação de textos, apresentadas pelos alunos, torna-se necessário um trabalho diversificado e lúdico, que atenda às necessidades de leitura, de forma prazerosa e proporcione espaço ao desenvolvimento da produção autônoma.
         O Projeto “Varal de poesias”, além de estar direcionado  a alunos de diversas faixas etárias, busca desenvolver a prática da oralidade, escrita,  inferência de informações e principalmente, o  incentivo à leitura, para que esta se dê de forma fluente.  Ele tem como enfoque principal a construção de textos curtos e o reconhecimento de unidades fonológicas, como as rimas; auxiliando ainda na produção de frases e versos.
         Espera-se que este trabalho possa contribuir, atuando como mais um material de apoio para o professor diversificar sua prática docente, sobretudo, atender aos alunos, transformando a sala de aula em um espaço para criação.

  
Suportes: Livros de poesias variados.


2- OBJETIVOS
·        Promover a criação autônoma dos alunos;
·        Atender às necessidades da escrita de textos curtos;
·        Incentivar a inferência de idéias;
·        Promover interação entre os alunos;
·        Proporcionar a prática da oralidade;
·        Criar condições de socialização na sala de aula;
·        Possibilitar ao aluno o convívio com a literatura.


3- DESENVOLVIMENTO

         Você vai escrever poemas, ilustrá-los e depois exibi-los para muitas pessoas, montando, na escola, uma amostra chamada varal de poesia. Além disso, vai declamar poemas, cantar e participar de um jogral. Vamos lá?

Partes que compõem um poema

Versos
Estrofes
Rimas

1-      O que é poesia?

         Poesia é a arte de escrever em versos, inspiração que desperta o sentimento por meio do ritmo. A declamação é uma das características da poesia.


2-      O que é um poema?

Obra literária escrita em versos.

3-       O que é Verso?
É cada linha de um poema

4-      Estrofe
Agrupamento ou conjunto de versos

Exemplo de estrofe

Eu sou feita de madeira
Madeira matéria morta
Não há coisa no mundo
Mais viva do que uma porta.

    
                                               Vinícius de Morais. A arca de Noé.




5-      Rimas

Sons semelhantes no final de um verso

     Procure as palavras que têm som semelhante no final dos versos da estrofe do poema “A porta”


Morta
Porta

Ligue as palavras que rimam



Devagarinho
Cuidado
Prazenteira
Supetão
Quartel
Capitão
Menininho
Namorado
Céu
cozinheira



        

4- MOMENTO PARA TRABALHAR COM RIMAS

Professor: Incentivar o aluno a criar versos e colocar palavras que rimam no final.

Exemplo:

Eu abro devagarinho      - inho
Pra passar o menininho  - inho
Eu abro bem com cuidado - ado
Pra passar o namorado.    - ado


Leitura  de poemas na sala. A sala poderá ser colocada em círculo, ou da forma que o professor preferir.


Convite

Poesia é brincar com palavras
Como se brinca
com bola, papagaio e pião.

Só que
Bola, papagaio e pião
de tanto brincar se gastam,

As palavras não:
Quanto mais se brinca
com elas,
Mais novas ficam.

Como a água do rio,
que é água sempre nova.
como cada dia,
que é sempre um novo dia.
                                                                              José Paulo Paes

                                                                                                 



Pena de dragão                                                   Para fazer um poema

Pena de dragão                                                          Pedi a um poeta
É assim, de ferro                                                       que me ensinasse
Olho de amante                                                         a fazer um poema.
É assim,de lua                                                           — Prenda  na página
Cabelo de anjo                                                          um pássaro invisível
É assim, de milho                                                      e nas palavras
Fala de criança                                                           solte seu vôo.
É assim, poesia.  

                                                                                                                    Elza Beatriz
         Ana Maria Miranda





         E para você, o que é poesia? Responda a essa pergunta, escrevendo um poema do jeito que quiser numa folha de papel. Ilustre o poema com desenhos ou colagens ou como você preferir e pendure o no varal.


5- POESIA A GENTE INVENTA

Você gosta de viajar? Vamos embarcar em um trem diferente?

Viagem

Quem lê vai em frente,
quem escreve vai também.
O poeta segue contente
quando dirige esse trem.
Piuííííííííí! Piuííííííííí!
Toca o apito da estação
bem na hora de partir.
Lá vai o trem... vamos também ...
Você entra, sai e brinca
com palavras em movimento.
Pára. À esquerda. À direita.
Poesia a gente inventa.
Fernando Paixão


         Invente uma ou mais poesias. Você pode fazer poesia sobre o que quiser, poesia engraçada, romântica, alegre ou triste. Pode também fazer poesias a partir destas sugestões:
·        O bicho que eu quero ter
·        Meu brinquedo preferido
·        Pedalando minha bicicleta
·        Sol, céu azul, mar
·        Minha rua
·        Amigos
·        Amor, amores

        Quando terminar, passe seus poemas a limpo, com capricho, em folhas de papel branco ou colorido. Ilustre-os como quiser. Depois, pendure-os no varal para todos lerem.  



6- TROVAS, PARLENDAS  E TRAVA-LÍNGUAS

Trovas: composição lírica de caráter popular, pode ser chamada também de quadra por possuir quatro versos. Exemplos:





1)

Teresinha de Jesus
De uma queda foi ao chão
Acudiram três cavalheiros
Todos três, chapéu na mão.




2)
Batatinha quando nasce
Se esparrama pelo chão
Mamãezinha quando dorme
Põe a mão no coração.






PARLENDA – são versos que servem para divertir ou escolher quem fará a brincadeira

Sugerir que a recitação seja entre dois alunos, cada um fala um verso.

1) Cadê o toucinho que estava aqui?
O gato comeu.
Cadê o gato?
Fugiu do mato.
Cadê o mato?
O fogo queimou.
Cadê o fogo?
A água apagou.
Cadê a água?
O boi bebeu.
Cadê o boi?
Foi amassar o trigo.
Cadê o trigo?
Foi fazer pão.
Cadê o pão?
O padre pegou.
Cadê o padre?
Foi rezar missa.
Cadê a missa?
Já se acabou.
                          Ricardo Azevedo. Meu livro de folclore. São Paulo, Ática, 1999.

A galinha do vizinho
Bota ovo amarelinho
Bota um, bota dois,
Bota três, bota quatro,
Bota cinco, bota seis,
Bota sete, bota oito,
Bota nove, bota dez.

No Brasil, há muitas parlendas. Elas são muito antigas e passam de pai para filho. Por isso, dependendo da  região do país, algumas palavras das parlendas podem ser trocadas por outras ou podem surgir novos versos.

Agora, vamos dar início a algumas parlendas. Complete-as com os seus colegas.

a)     Nunca viu, cara de pavio?
b)    Sol e chuva, casamento de viúva.
c)     Hoje é domingo, pede cachimbo.
d)    Minha mãe mandou eu ir à escola aprender o bê-á-bá.


TRAVA LÍNGUAS

O rato roeu a roupa do rei de Roma



Atividades para serem desenvolvidas na sala de aula:


a)     Escolha um dos poemas que você criou  e decore-o. No dia da apresentação do Varal de Poesia, você declama o poema escolhido.
b)    Reúna o seu grupo e prepare o jogral de um poema. Escolha um dos lidos em sala de aula e outro que quiserem. Apresentem o jogral no dia da mostra.
c)     Escolha uma ou mais parlendas e trovas lidas em sala de aula. Decore-as e apresente na mostra. Junte seu grupo e preparem a apresentação da música  “A casa” de Vinícius de Morais. Ensaiem bastante e cantem essa canção no dia da mostra das poesias.
        


7- CONSTRUÇÃO DO CONVITE PARA A APRESENTAÇÃO  DO VARAL DE POESIA


Que tal convidar as pessoas para a mostra do varal de poesia usando um convite? Siga as instruções:

1.     Material necessário: Retângulo de cartolina branca ou colorida, canetinhas coloridas, lápis de cor, régua, lápis e borracha.

2.     Pegue um retângulo de papel e escreva na parte superior:

 CONVITE


3.     Mais abaixo, escreva um texto simples, convidando a pessoa para o evento, isto é, para a mostra do varal de poesia. Informe a hora, a data e o local.


4.     Ilustre o convite com recortes ou desenhos.


5.     Se desejar convidar mais de uma pessoa, faça outros convites repetindo o mesmo texto.



8- COMO FAZER UM VARAL


1.     Material necessário: Uma cordinha plástica ou barbante, ganchos para prendê-lo, prendedores de roupas de madeira, canetinhas hidrocolor  de diversas cores.
2.     Fale com seu professor, encontre um lugar apropriado e faça o varal.
3.     Faça desenhos como: bolinhas, caretinhas, listras ou como sua imaginação sugerir.
4.     Depois de ilustrar os poemas, pendure-os no varal, de forma que toda a turma possa ler.
5.     Depois da exposição, dê seus poemas de presente a pessoas queridas. Faça uma dedicatória e coloque o nome do poeta, isto é, o seu. Você é o poeta!

9 – CULMINÂNCIA
    
     Será realizada no encerramento das atividades do projeto,  uma exposição de todos os trabalhos desenvolvidos durante os dias destinados a ele. Será proporcionado ao aluno, espaços para que possa apresentar suas criações literárias na escola, tais apresentações poderão ser da maneira que lhe convier, teatros, recitais, etc.  
     Tal culminância visa possibilitar a participação de todos no processo de descoberta e construção do conhecimento, mediando a observação, reflexão, construção, comparação, inovação, criação, apreensão de novos conceitos, atitudes e procedimentos necessários para compreender o mundo e agir sobre ele.


10 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


CEALE, Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita – Faculdade de Educação da UFMG. Belo Horizonte, MG. 2004.

MEC, Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais, de Língua  Portuguesa. Brasília, 1998.

MEC, Ministério da Educação – Caderno da TV  Escola, Livros ETC. Brasília. DF, 1996.

CEREJA, William Roberto. Português: Linguagens, 1ª série: Língua Portuguesa/ William Roberto Cereja, Tereza Cochar Magalhães. São Paulo: Atual, 2002.


RIOS, Dermival Ribeiros. Novo Dicionário da Língua Portuguesa/ Dermival Ribeiro Rios. São Paulo: Difusão Cultural do Livro, 1998.

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