Escola Estadual Presidente Tancredo de
Almeida Neves
“Poesia
quando nasce”
PROFESSOR: MARCELO PIRES
CÓRREGO NOVO /2014
1- JUSTIFICATIVA
Em
meio às grandes dificuldades em leitura, produção e interpretação de textos,
apresentadas pelos alunos, torna-se necessário um trabalho diversificado e
lúdico, que atenda às necessidades de leitura, de forma prazerosa e proporcione
espaço ao desenvolvimento da produção autônoma.
O
Projeto “Varal de poesias”, além de estar
direcionado a alunos de diversas faixas
etárias, busca desenvolver a prática da oralidade, escrita, inferência de informações e principalmente,
o incentivo à leitura, para que esta se
dê de forma fluente. Ele tem como
enfoque principal a construção de textos curtos e o reconhecimento de unidades
fonológicas, como as rimas; auxiliando ainda na produção de frases e versos.
Espera-se
que este trabalho possa contribuir, atuando como mais um material de apoio para
o professor diversificar sua prática docente, sobretudo, atender aos alunos,
transformando a sala de aula em um espaço para criação.
Suportes:
Livros de poesias variados.
2- OBJETIVOS
·
Promover
a criação autônoma dos alunos;
·
Atender
às necessidades da escrita de textos curtos;
·
Incentivar
a inferência de idéias;
·
Promover
interação entre os alunos;
·
Proporcionar
a prática da oralidade;
·
Criar
condições de socialização na sala de aula;
·
Possibilitar
ao aluno o convívio com a literatura.
3- DESENVOLVIMENTO
Você vai escrever poemas, ilustrá-los e depois exibi-los
para muitas pessoas, montando, na escola, uma amostra chamada varal de poesia. Além disso, vai
declamar poemas, cantar e participar de um jogral. Vamos lá?
Partes que compõem um poema
Versos
Estrofes
Rimas
1- O que é
poesia?
Poesia é a arte de escrever em versos, inspiração que
desperta o sentimento por meio do ritmo. A declamação é uma das características
da poesia.
2- O que é um
poema?
Obra literária escrita em
versos.
3- O que é Verso?
É cada linha de um poema
4- Estrofe
Agrupamento
ou conjunto de versos
Exemplo de estrofe
Eu
sou feita de madeira
Madeira
matéria morta
Não
há coisa no mundo
Mais
viva do que uma porta.
Vinícius de Morais. A arca de Noé.
5- Rimas
Sons
semelhantes no final de um verso
Procure as palavras que têm som semelhante
no final dos versos da estrofe do poema “A
porta”
Morta
Porta
Ligue as palavras que rimam
Devagarinho
Cuidado
Prazenteira
Supetão
Quartel
Capitão
Menininho
Namorado
Céu
cozinheira
4- MOMENTO PARA TRABALHAR COM RIMAS
Professor: Incentivar
o aluno a criar versos e colocar palavras que rimam no final.
Exemplo:
Eu abro devagarinho - inho
Pra passar o menininho
- inho
Eu abro bem com cuidado - ado
Pra passar o namorado.
- ado
Leitura de poemas na sala. A sala poderá ser colocada
em círculo, ou da forma que o professor preferir.
Convite
Poesia é brincar com palavras
Como se brinca
com bola, papagaio e pião.
Só que
Bola, papagaio e pião
de tanto brincar se gastam,
As palavras não:
Quanto mais se brinca
com elas,
Mais novas ficam.
Como a água do rio,
que é água sempre nova.
como cada dia,
que é sempre um novo dia.
José Paulo Paes
Pena de dragão Para fazer um poema
Pena
de dragão Pedi a um poeta
É
assim, de ferro
que me ensinasse
Olho
de amante
a fazer um
poema.
É
assim,de lua
— Prenda na página
Cabelo
de anjo
um pássaro invisível
É
assim, de milho
e nas palavras
Fala
de criança
solte seu vôo.
É
assim, poesia.
Elza Beatriz
Ana Maria Miranda
E para você, o que é poesia? Responda a essa pergunta,
escrevendo um poema do jeito que quiser numa folha de papel. Ilustre o poema
com desenhos ou colagens ou como você preferir e pendure o no varal.
5- POESIA A GENTE INVENTA
Você gosta de viajar? Vamos
embarcar em um trem diferente?
Viagem
Quem lê vai em frente,
quem escreve vai também.
O poeta segue contente
quando dirige esse trem.
Piuííííííííí! Piuííííííííí!
Toca o apito da estação
bem na hora de partir.
Lá vai o trem... vamos também ...
Você entra, sai e brinca
com palavras em movimento.
Pára. À esquerda. À direita.
Poesia a gente inventa.
Fernando Paixão
Invente uma ou mais poesias. Você pode fazer poesia sobre o
que quiser, poesia engraçada, romântica, alegre ou triste. Pode também fazer
poesias a partir destas sugestões:
·
O bicho que eu
quero ter
·
Meu brinquedo
preferido
·
Pedalando minha
bicicleta
·
Sol, céu azul,
mar
·
Minha rua
·
Amigos
·
Amor, amores
Quando
terminar, passe seus poemas a limpo, com capricho, em folhas de papel branco ou
colorido. Ilustre-os como quiser. Depois, pendure-os no varal para todos lerem.
6- TROVAS,
PARLENDAS E TRAVA-LÍNGUAS
Trovas: composição lírica de caráter popular, pode ser chamada
também de quadra por possuir quatro versos. Exemplos:
1)
Teresinha de Jesus
De uma queda foi ao chão
Acudiram três cavalheiros
Todos três, chapéu na mão.
2)
Batatinha quando nasce
Se esparrama pelo chão
Mamãezinha quando dorme
Põe a mão no coração.
PARLENDA – são versos que servem para divertir ou escolher quem
fará a brincadeira
Sugerir que a recitação seja entre dois alunos, cada
um fala um verso.
1) Cadê o toucinho que estava aqui?
O gato comeu.
Cadê o gato?
Fugiu do mato.
Cadê o mato?
O fogo queimou.
Cadê o fogo?
A água apagou.
Cadê a água?
O boi bebeu.
Cadê o boi?
Foi amassar o trigo.
Cadê o trigo?
Foi fazer pão.
Cadê o pão?
O padre pegou.
Cadê o padre?
Foi rezar missa.
Cadê a missa?
Já se acabou.
Ricardo Azevedo. Meu
livro de folclore. São Paulo, Ática, 1999.
A galinha do vizinho
Bota ovo amarelinho
Bota um, bota dois,
Bota três, bota quatro,
Bota cinco, bota seis,
Bota sete, bota oito,
Bota nove, bota dez.
No Brasil, há muitas parlendas. Elas são muito antigas
e passam de pai para filho. Por isso, dependendo da região do país, algumas palavras das
parlendas podem ser trocadas por outras ou podem surgir novos versos.
Agora, vamos dar início a algumas parlendas.
Complete-as com os seus colegas.
a) Nunca viu, cara de pavio?
b) Sol e chuva, casamento de viúva.
c) Hoje é domingo, pede cachimbo.
d) Minha mãe mandou eu ir à escola aprender o bê-á-bá.
TRAVA
LÍNGUAS
O rato roeu a roupa do rei de Roma
Atividades para serem desenvolvidas na sala de aula:
a) Escolha um dos poemas que você criou e decore-o. No dia da apresentação do Varal de Poesia, você declama o poema
escolhido.
b) Reúna o seu grupo e prepare o jogral de um poema.
Escolha um dos lidos em sala de aula e outro que quiserem. Apresentem o jogral
no dia da mostra.
c)
Escolha uma
ou mais parlendas e trovas lidas em sala de aula. Decore-as e apresente na
mostra. Junte seu grupo e preparem a apresentação da música “A
casa” de Vinícius de Morais. Ensaiem bastante e cantem essa canção no dia
da mostra das poesias.
7- CONSTRUÇÃO DO CONVITE PARA A
APRESENTAÇÃO DO VARAL DE POESIA
Que
tal convidar as pessoas para a mostra do varal de poesia usando um convite?
Siga as instruções:
1.
Material
necessário: Retângulo de cartolina branca ou colorida, canetinhas coloridas,
lápis de cor, régua, lápis e borracha.
2.
Pegue um
retângulo de papel e escreva na parte superior:
CONVITE
3.
Mais abaixo,
escreva um texto simples, convidando a pessoa para o evento, isto é, para a
mostra do varal de poesia. Informe a hora, a data e o local.
4.
Ilustre o convite
com recortes ou desenhos.
5.
Se desejar
convidar mais de uma pessoa, faça outros convites repetindo o mesmo texto.
8- COMO
FAZER UM VARAL
1. Material necessário: Uma cordinha
plástica ou barbante, ganchos para prendê-lo, prendedores de roupas de madeira,
canetinhas hidrocolor de diversas cores.
2. Fale com seu professor, encontre um
lugar apropriado e faça o varal.
3. Faça desenhos como: bolinhas,
caretinhas, listras ou como sua imaginação sugerir.
4. Depois de ilustrar os poemas,
pendure-os no varal, de forma que toda a turma possa ler.
5.
Depois da exposição, dê seus poemas de presente a pessoas queridas. Faça
uma dedicatória e coloque o nome do poeta, isto é, o seu. Você é o poeta!
9 –
CULMINÂNCIA
Será realizada no encerramento das atividades do projeto, uma exposição de todos os trabalhos
desenvolvidos durante os dias destinados a ele. Será proporcionado ao aluno,
espaços para que possa apresentar suas criações literárias na escola, tais
apresentações poderão ser da maneira que lhe convier, teatros, recitais, etc.
Tal culminância visa possibilitar a participação de todos no
processo de descoberta e construção do conhecimento, mediando a observação,
reflexão, construção, comparação, inovação, criação, apreensão de novos
conceitos, atitudes e procedimentos necessários para compreender o mundo e agir
sobre ele.
10 –
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CEALE, Centro de
Alfabetização, Leitura e Escrita – Faculdade de Educação da UFMG. Belo
Horizonte, MG. 2004.
MEC, Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais, de Língua Portuguesa. Brasília, 1998.
MEC, Ministério da Educação – Caderno da TV Escola, Livros
ETC. Brasília. DF, 1996.
CEREJA, William Roberto. Português: Linguagens, 1ª
série: Língua Portuguesa/ William Roberto Cereja, Tereza Cochar Magalhães.
São Paulo: Atual, 2002.
RIOS, Dermival Ribeiros. Novo Dicionário da Língua Portuguesa/ Dermival Ribeiro Rios. São
Paulo: Difusão Cultural do Livro, 1998.
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